Pesquisar este blog

terça-feira, 19 de outubro de 2010

LEDs dobráveis e à prova d´água

Cientistas desenvolvem LEDs dobráveis e à prova d´água.

Tecnologia também permitiria o implante de LEDs sob a pele.

Que os LEDs (sigla em inglês para Diodo Emissor de Luz) já fazem parte da nossa vida, todo mundo sabe. Estão na nova geração de semáforos, estão nos farois e paineis dos automóveis, nos televisores e em uma infinidade de gadgets com os quais interagimos todos os dias.
Mas cientistas da Universidade de Illinois liderados pelo pesquisador John Rogers, quebraram um paradigma da tecnologia: o que dizia que LEDs são frágeis e não podem ser moldados em diferentes formatos. Os cientistas conseguiram colocar unidades minúsculas de LED, menores do que uma ponta de caneta, em folhas eletrônicas flexíveis. Essas folhas podem ser dobradas até 720 graus sem que os LEDs percam sua função luminosa. Também podem ser imersas em água e – aqui está a grande novidade – funcionaram ao ser implantados sob a pele de camundongos.
Rogers imagina essa tecnologia sendo usada em luvas cirúrgicas para que médicos possam iluminar áreas a serem operadas de forma mais eficiente ou melhorar as condições de diagnósticos médicos.
Mas é claro que não deve demorar muito para aplicações mais mundanas surgirem para essa tecnologia.
Aplicações vão de luvas cirúrgias a ...tatuagens
Alguém aí toparia implantar LEDs no corpo como uma tatuagem iluminada?

sábado, 9 de outubro de 2010

Nova "BIOS" que ligar o computador em 5 segundos.



UEFI: tecnologia pretende matar a BIOS e ligar o computador em 5 segundos.

O que é a BIOS?

Antes de abordarmos as características do UEFI é preciso ter uma noção do que é a BIOS. Este termo é o acrônimo de Basic Input/Output System (Sistema Básico de Entrada/Saída) e consiste em um programa desenvolvido em Assembler que fica armazenado no microprocessador (ou memória CMOS – Complementary Metal Oxide Semiconductor) da máquina por meio de um firmware.
O próprio nome da tecnologia indica sua responsabilidade dentro do processo de carregamento do sistema operacional: ativar as atividades básicas para o correto funcionamento de todos os recursos da máquina. Ou seja, a função da BIOS é passar as diretrizes ao processador de como ele deve proceder com os dispositivos essenciais para o boot do SO.
BIOS, a boa e velha companheira de inicialização do computador.
Assim que você pressiona o botão “ligar” no gabinete, a BIOS entra em ação rastreando todo e qualquer dispositivo de hardware que esteja conectado ao PC e se cada um destes está funcionando – é o chamado Power-On Self Test (POST).
Depois de tudo devidamente identificado, os dados coletados ficam armazenados para evitar o desperdício de tempo em uma futura inicialização. Em seguida a bola é passada para o sistema operacional instalado, o qual assume o controle daí em diante.
Em outras palavras, sem a existência da BIOS o seu computador não ligaria. A máquina não reconheceria os periféricos (mouse, teclado e caixas de som, por exemplo), portas de conexão, unidades de armazenamento, enfim, seria impossível acessar ou manipular qualquer informação. Quer saber mais sobre esta tecnologia de 25 anos de idade? Acesse o artigo “O que é BIOS?” e divirta-se!

O UEFI vem cheio de melhorias

Um sistema repleto de melhorias!Agora que você relembrou ou aprendeu o conceito básico da BIOS, está pronto para conhecer o seu sucessor revolucionário. Para isso precisamos voltar ao início da década de 90, quando a Intel – apoiada pela Microsoft – começou a desenvolver um sistema com o objetivo de substituir a BIOS e permitir a aplicação de novas ferramentas, o EFI.
A partir da versão 1.10 desta tecnologia, um grupo de grandes empresas tecnológicas (entre elas a Apple, a Intel, a Microsoft, a AMD, a Dell, a Hewlett Packard e a IBM) criou uma fundação que deu nome a um novo formato: o UEFI.
Com módulos construídos em linguagem C, o Unified Extensible Firmware Interface permite que o código de programação seja alterado sem afetar outros setores de sua estrutura, o que é uma maneira mais prática dos desenvolvedores atualizarem seus recursos e corrigirem os erros existentes.
Além disso, o UEFI consegue ser carregado por meio de qualquer recurso de memória não volátil e levar os drivers necessários para sua operação. Sendo assim, ele é independente de qualquer sistema operacional. Devido a estas características o UEFI possui as mesmas funções que a BIOS, porém, com um desempenho invejável.

Interface

Assim que o UEFI é iniciado, uma melhoria é notável: sua interface. Diferentemente da BIOS, o novo sistema de carregamento do PC permite a interatividade do usuário com suas funcionalidades por meio do mouse. Tal característica consome mais recurso da máquina, entretanto, a flexibilidade e a praticidade com que você navega entre os menus do UEFI são muito maiores.
No que tange os aspectos visuais da interface, a estrutura gráfica tornou-se mais agradável e apresenta-se melhor elaborada. Com o UEFI é possível incluir outras funções ao acervo de ferramentas de inicialização do computador, como o acesso direto ao drive de discos óticos, a conectividade com a internet, a disponibilização de pastas armazenados no disco local, a utilização de mensageiros instantâneos, a implementação de aplicativos de entretenimentos (inclusive jogos), entre outros recursos.

Inicialização em tempo reduzido

Você irá usar o mouse para configurar o boot do seu PC.
O visual renovado do UEFI é bacana, o que torna a experiência do usuário agradável. Porém, o que faz desta novidade uma tecnologia tão revolucionária é, sem dúvida, a economia de tempo para o carregamento dos recursos básicos de funcionamento da máquina. O tempo de boot de um computador que usa o Unified Extensible Firmware Interface é reduzido drasticamente.
De acordo com o presidente da Uified EFI Forum, Mark Doran, as máquinas atuais em bom estado e que operam com BIOS levam entre 25 e 30 segundos para averiguar todos os dispositivos de hardware. Com a nova tecnologia o tempo aproximado é de cinco segundos, uma redução considerável!
Não está acreditando? Então dê uma olhada no vídeo seguinte, o qual apresenta uma demonstração do UEFI em um notebook da Lenovo. Como você pode perceber, o Windows 7 carrega em cerca de 13 segundos.

Compatibilidade

Sempre que uma tecnologia é substituída, a dúvida da compatibilidade - muito pertinente por sinal - é levantada. Com o UEFI não poderia ser diferente, muitos usuários andam se perguntando se seus dispositivos de hardware e sistemas operacionais serão suportados pelo novo sistema.
Em relação aos periféricos, discos rígidos, pentes de memória, processadores, drives óticos e outros equipamentos físicos, a tramitação da BIOS para o UEFI deve acontecer naturalmente, já que este está preparado para funcionar com os dispositivos que usamos hoje.
Por outro lado, no que concerne aos recursos de software da máquina existem algumas limitações. Se você tem instalado o Windows XP, bem como a versão de 32 bits do Vista, encontrará problemas ao implementar o Unified Extensible Firmware Interface. Quem usufrui do Linux pode ficar mais tranquilo, pois basta uma atualização do kernel para tornar o UEFI funcional.
Dominando o mercado
Em entrevista à revista eletrônica BBC do Reino Unido, Mark Doran explica que os criadores da BIOS pretendiam produzir uma linha para apenas 250 mil máquinas – número superado há muito tempo. Podemos concluir que a ideia original desta tecnologia era assumir uma posição temporária no mercado.
Computadores devem sair de fábrica com a novidade a partir de 2011.
Desde janeiro de 2006 a Apple produz versões do Mac baseadas em processadores da Intel que utilizam o UEFI. Isso mostra que este sistema de inicialização de computadores tem seu valor e tem sido colocado à prova durante anos por uma das empresas mais respeitadas do planeta.
Evidentemente, ainda existem questões a serem averiguadas e discutidas entre os especialistas da área. Porém, as grandes melhorias proporcionadas pelo UEFI forçam cada vez mais a uma posição dos fabricantes em relação a sua comercialização. Para Doran, o chefão da fundação que desenvolve a tecnologia, a versão 2.3 do UEFI deve abocanhar boa parte do mercado de computadores já no ano de 2011.

O que esperar desta tecnologia?

A redução no tempo de carregamento de hardware e software proporcionada pelo UEFI é indiscutível. O aperfeiçoamento da interface é outro motivo para acreditarmos que a BIOS não tem muito tempo de vida. Apesar de ter um importante papel no desenvolvimento tecnológico nesses 25 anos, a BIOS está defasada para suportar dispositivos cada vez mais avançados e potentes.
Pela idoneidade da Unified EFI Forum (fundação que desenvolve o novo sistema), podemos acreditar que, ao menos em parte do mercado, os computadores que saírem de fábrica a partir do ano que vem terão o UEFI como mecanismo de inicialização. Se isso vai encarecer o produto final, não podemos afirmar nada.
Para mais informações sobre esta revolucionária tecnologia, a qual deve selar o ciclo de vida da BIOS, você deve acessar o site da Unified EFI Forum.
Mas e para você, caro leitor? Será que realmente a velha companheira de inicialização do computador está com seus dias contados? Os benefícios do UEFI justificam a substituição de um sistema já consolidado? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Logitech apresenta primeiro aparelho com Google TV


Nova York - O primeiro equipamento com o Google TV, o software de televisão do Google, foi lançado hoje em Nova York, pela Logitech. O aparelho é menor que um conversor de TV paga e inclui um controle remoto com um teclado -- ou melhor, um teclado que tem botões específicos para operar todos os equipamentos de um home theater.
O Logitech Revue é a primeira cabeça de ponte do Google na sala de estar, o próximo front da guerra da internet.
O aparelho apresentado hoje em um evento em Nova York é um dos primeiros movimentos da inevitável entrada do Google, e da internet,  nas TVs. O princípio básico do Google TV é a busca, e isso explica o controle remoto enorme, cheio de teclas.
O conversor da TV paga é conectado ao aparelho, que por sua vez é ligado ao televisor. Na demonstração do produto, um executivo da Logitech buscou Top Gear, um programa sobre carros produzido pela BBC.
Os resultados incluíam gravações armazenadas no gravador digital de vídeo, episódios futuros da grade de programação, clipes do YouTube e páginas da internet. O mecanismo de busca foi criado especificamente para exibir resultados em vídeo (mas é possível também abrir um navegador e fazer uma pesquisa convencional).
"Existem inúmeras fontes de conteúdo, e cada uma delas está em uma tela separada", disse Junien Labrousse, vice-presidente executivo de produtos da Logitech. "A ideia é reunir tudo em uma única uma tela, a melhor delas: a TV".
O aparelho da Logitech vai custar 299 dólares e chega às lojas no final do mês. O Google TV também estará disponível em alguns modelos de TV da Sony. O software é baseado no sistema Android, usado em celulares, e é aberto e gratuito: em teoria, qualquer fabricante pode adaptá-lo e usá-lo em seus produtos.
O plano do Google, como sempre muito ambicioso, é criar uma camada de software entre o usuário e os infinitas fontes de programação de TV e cinema disponíveis. Já foram anunciadas parcerias com diversas emissoras de TV e estúdios de cinema para que os vídeos e filmes que hoje são vistos na tela do computador cheguem à TV da sala.
Embora no Brasil a oferta de programação das TVs pela internet seja pequena, nosEstados Unidos existem diversos serviços que permitem assistir via internet à praticamente toda a programação das emissoras abertas.
Os telespectadores mais diligentes já ligam computadores diretamente à TV, mas são produtos como o Logitech Revue e o recém-lançado Apple TV que vão tornar a internet na sala uma realidade no dia-a-dia da maioria dos consumidores.
O aparelho da Logitech vai custar 299 dólares e chega às lojas no final do mês

O software do Google TV é baseado no sistema Android, usado em celulares, e é aberto e gratuito

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O que é computador quântico?


Um bit é a menor unidade de dado em um computador. Nos computadores eletrônicos atuais, o bit está sempre em um de dois estados possíveis. É por isto que se convencionou dizer que o bit pode ser 0 ou 1. Mas com o entrelaçamento de partículas, um bit quântico, ou qubit, poderá ter não apenas seu valor individual (0 ou 1), mas também poderá ter infinitos valores de seus estados entrelaçados com cada um dos outros qubits. Dois bits podem representar ou armazenar apenas duas informações, mas dois qubits podem armazenar quatro dados ao mesmo tempo, os seus próprios e os resultantes de seu entrelaçamento. Esta vantagem quântica aumenta exponencialmente à medida em que o número de qubits aumenta. Por exemplo, seis bits podem representar seis dados diferentes, enquanto seis qubits podem representar 2^6=64 dados.

Dois enfoques da computação quântica
As pesquisas atuais para criar um computador quântico podem ser agrupadas em duas categorias:
A primeira categoria consiste de pesquisadores trabalhando com partículas atômicas ou sub-atômicas, tais como átomos e elétrons, para os quais a natureza quântica e os estados entrelaçados são inerentes. O principal desafio para esses pesquisadores é como passar da manipulação dessas partículas individualmente ou em pequeno número, para uma manipulação em larga escala que permita a construção de um computador quântico real.
A segunda categoria, na qual o Dr. Wellstood se enquadra, consiste de pesquisadores trabalhando com dispositivos eletrônicos de estado sólido, ao invés de partículas sub-atômicas. A distância que separa esses dispositivos de um computador quântico real é teoricamente muito mais fácil de se percorrer. O maior desafio desse enfoque de pesquisas é alcançar, em nível macroscópico, os estados quânticos naturalmente presentes no nível atômico. Esse é exatamente o significado da atual descoberta: o experimento mostra evidências importantes de que o comportamento quântico necessário está presente no nível macroscópico das junções Josephson.
A junção Josephson utilizada nesta pesquisa é feita de dois supercondutores separados por uma camada isolante tão fina que os elétrons conseguem atravessá-la. A mecânica quântica permite que elétrons fluam através da camada isolante, um efeito não "aceitável" dentro dos parâmetros da física tradicional.
Estas junções são construídas com as mesmas técnicas utilizadas na fabricação de circuitos integrados, sendo possível, portanto, passar da experiência atual para uma que englobe milhares ou mais junções, necessárias para se construir um computador quântico real.

Uma bicicleta elétrica movida a água...e talco

A Signa é uma bicicleta elétrica que tira sua energia de células de combustível. Nada de células de hidrogênio instáveis, no entanto, essa magrela roda com células cheias de uma substância chamada siliceto de sódio em formato de talco. Ao adicionar água, o talco gera hidrogênio, que por sua vez gera eletricidade. Não há armazenamento de hidrogênio, o que torna a célula mais segura e toda a eletricidade não usada é guardada em baterias para uso futuro.

O melhor é que ao fim de uma célula você pode fazer um hot-swap, ou seja, trocar a célula por uma nova mesmo em movimento. Cada célula pesa pouco mais que 600 gramas e gera energia suficiente para você rodar por cerca de 50 km.

A bicicleta em si não é um produto final. Trata-se de uma forma que a Signa encontrou para demonstrar sua tecnologia de células de energia. O objetivo da empresa é usar as células em veículos maiores, como DeLoreans voadores.